Obas realiza formação em GRHE para merendeiras de Guaiúba e Maranguape

Teve início ontem (28) a formação em GRHE – Gerenciamento de Recursos Hídricos Escolar, com as profissionais de serviços gerais e merendeiras das escolas rurais de Guaiúba e Maranguape, contempladas com o Programa Cisterna nas Escolas. A atividade é uma forma de reconhecer a importância dessas profissionais que tem a responsabilidade de cuidar da saúde das/os estudantes através dos alimentos.

Para começar as apresentações, as participantes preencheram cédulas de identidade, numa alusão às inúmeras características que cada pessoa carrega em suas vidas como mulheres, profissionais, mães dentre outras.

Os itens a serem preenchidos tratam de coisas do cotidiano, muitas vezes deixadas de lado como a cor preferida, pessoas que amamos, número de sorte, frase preferida… Depois cada cédula de identidade foi lida e as pessoas tinham que adivinhar de quem era. O intuito era conhecermos um pouco de cada participante.

Em seguida, o programa Cisterna nas Escolas foi apresentado através da história das organizações e movimentos populares que há décadas promovem debates e encaminhamentos para a implementação de políticas públicas e tecnologias sociais de convivência com o semiárido.

A prosa da cisterna nas escolas

 

 

 

 

 

 

 

 

Após o almoço, as atividades continuaram de forma lúdica, onde o cordel, que faz parte de nossa cultura, foi retratado de forma gigante, reafirmando a importância de se ter água de qualidade nas escolas. Os versos uniam as informações do programa ao humor característico do povo cearense, e obviamente risadas não faltaram.

Unindo o cordel à construção da cisterna  cada participante foi convidada a fechar os olhos e imaginar como ficará sua escola com a chegada da cisterna. A imagem dos sonhos foi transferida para o papel, no cartaz “Minha escola vai ficar assim!.

Segurança Alimentar e Nutricional

Certamente esse debate não podia faltar, já que é através das mãos das merendeiras que se prepara os alimentos que vão nutrir as/os estudantes. Daí foi montada uma mesa de self service, com figuras de alimentos diversos e placas contendo: “O que eu gosto de comer”, “O que eu não gosto de comer” e “O que eu gostaria de experimentar”. Seguindo em fila, as participantes selecionaram os alimentos e foram falando sobre cada um. O objetivo foi perceber o quanto de alimentos naturais e industrializados levamos para os nossos pratos, e o que isso implica na nossa saúde, além de refletir sobre nossos discursos, práticas e exemplos para as crianças.

Foi então apresentado o conceito de segurança alimentar, o Sisan, como os municípios participam, qual o nosso papel como sociedade civil… Logo surgiram muitas histórias de recusa de alimentos saudáveis pelas crianças, que preferem os industrializados, estimulados muitas vezes pelos pais. O desafio lançado foi como tentar amenizar essa prática? Como interagir com as nutricionistas e as famílias? Que autonomia ou voz as profissionais da merenda tem pra definir um cardápio?

 

 

Como vimos, um único dia proporciona muitas reflexões que são alinhavadas com o segundo dia, que debaterá o contexto político atual, onde o Brasil tem retornado para o mapa da fome e no que isso implica na educação e o contexto local de ações voltadas à convivência com o semiárido.

Sigamos…

por Ricardo Wagner – comunicador popular pela Obas